Deficiência auditiva

Segundo a constituição e o Decreto nº 5.625 “considera-se pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais – Libras.”

Alguns dados sobre a surdez:

  • Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) 10% da população mundial apresentam algum problema auditivo.
  • Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de acordo com o Censo 2010, 45,6 milhões de pessoas declararam ter ao menos um tipo de deficiência, o que corresponde a 23,9% da população brasileira.
  • Segundo o IBGE possuem deficiência auditiva 9,8 milhões de brasileiros, ou seja, 5,2%. Deste total, 2,6 milhões são surdos e 7,2 milhões apresentam grande dificuldade para ouvir.
  • Em 2011, segunda a OMS, 28 milhões de brasileiros possuiam deficiência auditiva, o que representa 14,8% da população brasileira que é de 190 milhões.” (p. 3)

Libras:

  • A LIBRAS não é uma língua de sinais universal, pois cada país tem sua própria maneira de se comunicar, de acordo com a nacionalidade e regionalidade cultural possuem sua própria linguagem de sinais.
  • A LIBRAS originou-se do Alfabeto Manual Francês. No Brasil, foi fundada em 1857, a primeira escola para surdos na cidade do Rio de Janeiro (Brasil), o Imperial Instituto dos Surdos Mudos, chamado hoje de Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES.
  • Não é mímica
  • Não é gesticulação espontânea
  • Não é soletração
  • É um Sistema Linguístico Completo
  • Não é superficial – é capaz de conceitos complexos e abstratos

Falando de Deficiência Auditiva não podemos deixar de falar sobre a importante cultura surda:

  • A partir de 1960 a língua dos surdos ganham força sendo reconhecida e adotada como primeira língua dos surdos em diversos países.
  • Em 2002 através da lei nº 10.436 a LIBRAS é reconhecida como língua oficial do surdo no Brasil.
  • Em 2005 através do decreto nº 5.625 a LIBRAS é regulamentada, dando vários direitos aos surdos, e tornando matéria obrigatória nos cursos de fonoaudiologia e formação geral.
  • Entende-se como cultura surda o conjunto de aspectos que compõem a identidade cultural dos grupos surdos;
  • Essa cultura se diferencia da cultura dos ouvintes por meio de valores, estilos, atitudes e práticas diferentes;
  • Os surdos constituem grupos sociais que têm interesses, objetivos, lutas e direitos em comum;
  • A preferência dos surdos em se relacionar com seus semelhantes fortalece sua identidade e lhes traz segurança;

É através desse contato que surge a Comunidade Surda, com associações onde os surdos se encontram e se relacionam por meio de festas, festivais, passeios, entre outros.

Exemplo de entidades e associações para surdos:

  • FENEIS;
  • CBDS;
  • APASFI;

Os surdos apresentam grandes problemas quando necessitam ser incluídos no grupo de ouvintes no ambiente escolar;

  • Falta de conhecimento da Libras pelos ouvintes, tanto alunos quanto professores;
  • Para os surdos a Libras é a melhor forma de comunicação e aprendizado.

A inclusão de um intérprete em sala de aula é indispensável para o aprendizado do aluno surdo;

Situações que podem ocorrer na relação entre interpretes e acadêmicos surdos:

  • Excesso de estímulos que podem comprometer a atenção do acadêmico;
  • Falta de conhecimento técnico necessário pelo intérprete;

A comunicação entre acadêmicos surdos e ouvintes geralmente é feita por mediação do intérprete ou leitura labial. A dificuldade de compreensão do ouvinte, faz o surdo acreditar que no ensino superior deve-se aprender por conta própria.

É através da língua de sinais que todo o conteúdo mental do surdo se formula e se transforma.

 

Sessão de cinema comentado

Capa_Filme

História comovente e sensível sobre a relação entre professor e sua aluna surda, que cada vez mais se retrai em seu mundo particular, o que ele tenta impedir ajudando-a a se aproximar daqueles que a cercam.

O professor de língua de sinais apaixona-se por sua aluna surda, que tem dificuldades de relacionamento com as pessoas, Sarah (a personagem surda), que é violada pelos amigos da irmã, que leva os rapazes até ela, pois esta era uma boa utilidade a ser dada a quem não ouve.

Sarah tem sonhos de se tornar independente, mesmo sendo surda ela acredita no seu potencial e quer buscar o seu espaço.

Sua dificuldade de relacionamento tem a ver com a maneira como vive o mundo – no silêncio. Ela deseja ser aceita e “ouvida” em sua própria língua – a de Sinais. Não quer falar pois, como ela mesma afirma no filme, “não quer fazer algo que não consegue fazer com perfeição”. Não quer que falem por ela, mas que ela mesmo fale. Quer respeito pela comunidade surda, não quer ser tratada como deficiente. Quer estudar, conquistar e ser respeitada – como surda.(texto copiado da Wikipédia).

Instituto Federal de Santa Catarina (ifsc)
Campus Palhoça Bilíngüe

 O Câmpus Palhoça é a primeira unidade da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica na modalidade bilíngue – Libras/Português – e traz para o cenário brasileiro uma política de ensino, pesquisa e extensão que busca viabilizar uma efetiva interação entre surdos e ouvintes no campo educacional e profissional.

Em seu projeto político pedagógico, o Câmpus Palhoça, articula o ensino, a pesquisa e a extensão a partir dos itinerários formativos de multimídia e educação bilíngue, ofertando cursos de diferentes níveis e modalidades de ensino

Cursos disponibilizados:

Multimidia:

FIC – Formação Inicial e Continuada

  • Edição de Imagens: Fotografia Digital
  • Informática Básica
  • Animação: Stop Motion
  • História em Quadrinhos
  • Produção e edição de Vídeos
  • Fundamentos de Programação Web para Multimídia
  • Fundamentos de Linguagem de Programação para Multimídia

Técnico Integrado – Ensino Médio

  • Comunicação Visual

PROEJA

  • Fotografia Digital: Edição de Imagens

 

Educação bilíngue

FIC – FormaçãoInicialeContinuada

  • Libras Básico
  • Libras Intermediário
  • Libras Avançado
  • Instrutor de Libras
  • Português Instrumental para Surdos
  • Português como Segunda Língua para Surdos

Técnico Subsequente

  • Produção de Materiais Didáticos

Bilíngue em Libras/Língua Portuguesa

  • Tradução e Interpretação de Libras

Especialização

  • Educação de Surdos: Aspectos Políticos, Culturais e Pedagógicos
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Aparelhos Auditivos

Aparelhos Auditivos são dispositivos eletrônicos que tem a função de amplificar as ondas sonoras, de forma que uma pessoa com perda auditiva possa ouvir os sons que nos circundam.

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Classificação dos Aparelhos Auditivos

Os aparelhos auditivos podem ser classificados quanto a:

Modelo (microcanal, intracanal, intra-auricular, retroauricular e bolso ou caixa);

Tipo de circuito (analógico, programável e totalmente digital);

Controle de ajustes (por instrumentos manuais ou por computador);

Nível de amplificação (para perdas do tipo: leve, moderada, severa e profunda);

Modelo / tamanho da bateria (5, 10, 312, 13, 675, etc.);

 

Modelos de Aparelhos Auditivos

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Custo dos Aparelhos Auditivos

A Portaria 587 do Ministério da Saúde classifica os aparelhos auditivos como tecnologia A (básica), tecnologia B (intermediária) e tecnologia C (avançada), de acordo com seus recursos eletroacústicos.

Os aparelhos auditivos disponíveis no mercado variam de R$1.500,00 (tecnologia A) a até R$12.000,00 (tecnologia C).

No Sistema Único de Saúde (SUS), os valores são de R$525,00 (tecnologia A), R$700,00 (tecnologia B) e R$1.100,00 (tecnologia C).

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) desenvolveram um aparelho auditivo digital de baixo custo a partir de componentes padronizados, pelo custo inicial aproximado de R$ 350,00.

 

Implante Coclear

O implante coclear é um aparelho implantado na orelha cirurgicamente e capaz de estimular diretamente o nervo auditivo, causando sensações sonoras.

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Unidade Interna: É implantada cirurgicamente dentro o ouvido do paciente. Esta unidade possui um feixe de eletrodos, um receptor (decodificador) e a antena.

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Unidade Externa: A unidade externa é constituída por um processador de fala, uma antena transmissora e um microfone.

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Telefone Público adaptado para surdos

Pessoas com deficiência poderão solicitar diretamente, ou por meio de quem as represente, telefone público adaptado. A concessionária deverá atender a solicitação em até sete dias. A Anatel prevê que no mínimo 2,5% dos orelhões de cada localidade sejam adaptados para cada tipo de deficiência, seja auditiva, de fala ou de locomoção, o que será feito mediante solicitação, e todos os telefones públicos devem estar adaptados às pessoas com deficiência visual.

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Terminal de informações Acessível para surdos

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Despertador para surdos, quando é a hora pra despertar, esse aparelho infla, avisando assim o alarme.

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Algumas Dicas de convivência para pessoas com Deficiencia Auditiva:

Fale devagar, mas com naturalidade. Não adianta falar separando as sílabas ou articulando demais

  • Fale de frente pra a pessoa com deficiência auditiva. Se você precisar virar a cabeça, faça uma pausa. Cada sílaba ou palavra perdida que podem alterar completamente o sentido da conversa
  • Se o surdo usuário da LIBRAS estiver acompanhado de intérprete, dirija-se a ele e não ao intérprete
  • Não tenha medo de cometer gafes com figuras de linguagem. “Você está me ouvindo” “Nossa, você já tinha ouvido falar nisso?” “Ei, ouve essa…” não há problema nenhum.
  • Como a deficiência não é visível, surdos/deficientes auditivos algumas vezes se passam por pessoas antipáticas. Se, por ventura, você se deparar com uma pessoa que não te responde quando você fala com ela de costas, existe alguma chance dela não ter boa audição. Na dúvida, pergunte.
  • Para chamar um surdo, você precisa de algum sinal visual ou tátil. Você pode abanar as mãos, acender e apagar uma luz ou até tocar o ombro dele de leve. Jamais dê um cutucão com força ou um tapa agressivo.
  • Não fale mastigando. Além de não ser educado, a mastigação atrapalha bastante a leitura labial, tornando os lábios ilegíveis. Não adianta insistir. Termine de mastigar e, só aí, conclua a conversa.
  • Ao falar com uma pessoa surda, procure não ficar contra a luz, e sim num lugar iluminado.
  • Seja expressivo, pois as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, e as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo são excelentes indicações do que você quer dizer.

 

   Tradutores da Língua Portuguesa para Libras:

O ProDeaf é um software de tradução de texto e voz na língua portuguesa para Libras – a língua brasileira de sinais, com o objetivo de realizar a comunicação entre surdos e ouvinte. Alguns videos de demonstração:

Vídeos

Arquivo com a sequência de slides da sessão

Clique aqui para fazer o download.

Referências adicionais

  • – PEREIRA, V. A.; ALMEIDA-VERDU, A. M. (2012). Avaliação do ler e do escrever de surdos pela língua brasileira de sinais. disponível em <http://web.b.ebscohost.com/ehost/pdfviewer/pdfviewer?sid=498c990e-0471-4a64-9b4b-ad2c2a11cc53%40sessionmgr198&vid=1&hid=118 >Acesso em 12 de Nov. de 2014.
  • OLIVEIRA, K. K. F.; PÔRTO, C. M. V. (2014) Comunicação entre acadêmicos surdos e ouvintes na mediação da aprendizagem no ensino superior. Disponível em <http://web.b.ebscohost.com/ehost/pdfviewer/pdfviewer?sid=445d13de-9d09-45b6-8c81-87d6ccd19a65%40sessionmgr110&vid=1&hid=118> Acesso em 12 de Nov. de 2014.
  • DALCIN, G. Um estranho no ninho: um estudo psicanalítico sobre a constituição da subjetividade do sujeito surdo. 145 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2005. p. 186-213.
  • BUENO, Juliana (2009). Requisitos para um ambiente de comunicação como ferramenta de apoio à alfabetização bilíngue de crianças surdas. Dissertação (Mestrado de pós-graduação em informática) Universidade Federal do Paraná. P. 16-41.